Pesquisadores descobriram que braços prostéticos controlados por inteligência artificial são melhor aceitos quando se movem em uma velocidade natural, semelhante à humana, de cerca de um segundo para alcançar um objeto. Esse ponto ideal aumenta a sensação de controle, conforto e até mesmo a confiança no robô.
O estudo, realizado na Toyohashi University of Technology (TUT), usou realidade virtual para testar como diferentes velocidades de movimento influenciam a sensação de que o membro artificial é parte do próprio corpo. Os participantes incorporaram um avatar cujo antebraço esquerdo foi substituído por um braço prostético autônomo.
Os resultados, publicados em 13 de fevereiro de 2026 na revista Scientific Reports, mostraram um padrão claro. Quando o braço robótico se movia muito rápido ou muito devagar, os participantes se sentiam menos conectados a ele e o consideravam menos utilizável.
No entanto, quando o braço se movia em um ritmo moderado, levando cerca de um segundo para completar o movimento, os participantes relataram a sensação mais forte de que o braço parecia parte do seu próprio corpo. As avaliações de posse corporal, senso de agência e usabilidade foram mais altas nessa velocidade.
Nas condições mais rápidas (125 ms) e mais lentas (4 s), essas avaliações caíram significativamente. O braço foi visto como mais competente em velocidades moderadas a ligeiramente mais rápidas, enquanto o desconforto atingiu o pico na condição mais rápida.
A pesquisa sugere que, para futuras próteses com IA, priorizar um tempo compatível com o humano é mais importante do que buscar apenas velocidade. Essas descobertas podem se aplicar a outras tecnologias que funcionam como extensões do corpo, como membros robóticos extras, exoesqueletos e robôs vestíveis.
Os pesquisadores também planejam explorar como o uso a longo prazo muda a percepção. A realidade virtual desempenha um papel importante nesse tipo de estudo, permitindo testar tecnologias emergentes em um ambiente controlado antes que estejam amplamente disponíveis.
