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Sonolência diurna excessiva pode aumentar risco de problemas cognitivos após cirurgia

Sonolência diurna excessiva pode aumentar risco de problemas cognitivos após cirurgia
Redação Cirurgia de CâncerPublicado em 13 de outubro de 2025Atualizado em 6 de agosto de 2026

Acordar e sentir muito sono durante o dia é comum, especialmente entre pessoas com 60 anos ou mais. Um estudo recente mostrou que essa sonolência excessiva pode trazer problemas de memória e cognição após cirurgias. Mulheres e homens nessa faixa etária são os mais afetados, sendo que até 20% dos adultos lidam com isso.

O estudo foi apresentado em um evento anual sobre anestesiologia. Os pesquisadores indicam que perguntar aos pacientes e seus familiares se eles dormem muito durante o dia pode ser um bom jeito de encontrar indícios sobre a saúde cerebral deles após a cirurgia.

Frequentemente, a sonolência diurna não é levada a sério nas avaliações pré-operatórias. No entanto, ela pode aumentar os riscos de distúrbios neurocognitivos perioperatórios, que afetam a qualidade de vida após o procedimento cirúrgico. Esses distúrbios podem fazer com que os pacientes levem mais tempo para se recuperar e até precisem de ajuda a mais para realizar atividades do dia a dia.

Esses problemas de cognição podem atingir até 40% dos pacientes mais velhos após cirurgias. Muitas vezes, eles se manifestam como delirium, que é um estado de confusão que aparece de forma repentina. Os pacientes podem ficar desorientados, ter dificuldade de concentração ou não seguirem instruções simples.

Às vezes, o delirium pode durar semanas ou até meses, afetando a memória e a capacidade de raciocinar, o que pode tornar a vida mais difícil. Um exemplo de como isso acontece é o estudo que envolveu 96 pacientes com 60 anos ou mais que se preparavam para cirurgias não cardíacas. Todos responderam a um questionário que mede a sonolência diurna.

De todos os participantes, 11 (11,5%) apresentaram sonolência moderada a severa. Seis semanas após a cirurgia, 82 deles retornaram para novos testes e 14 (17,1%) apresentaram distúrbio neurocognitivo pós-operatório.

Entre os oito pacientes que tinham sonolência excessiva e fizeram os testes de acompanhamento, foi observado um declínio mais significativo nas habilidades cognitivas, ou seja, má memória e dificuldades de raciocínio, seis semanas após a cirurgia.

Familiares e cuidadores têm um papel importante para ajudar a reduzir os riscos de distúrbios neurocognitivos. Passar tempo com o paciente pode fazer a diferença. Eles devem ficar de olho em sinais de problemas de memória, dificuldade de atenção ou agitação. Se perceberem algo diferente, isso pode alertar a equipe de saúde a investigar mais e tomar medidas preventivas.

Dr. Jeffry Takla, que liderou o estudo, explica que a sonolência excessiva não é uma parte normal do envelhecimento. Muitas vezes, isso ocorre devido a noites mal dormidas, distúrbios do sono como apneia, efeitos colaterais de medicamentos ou outros problemas de saúde.

Ter bons hábitos de sono faz toda a diferença. Isso inclui ter horários regulares para dormir e acordar, aproveitar a luz natural durante o dia e se manter ativo. Também é importante evitar cafeína e álcool à noite, além de garantir um ambiente tranquilo e confortável para dormir. Se a sonolência persistir, é recomendável procurar um médico ou especialista em sono para descobrir a causa e buscar um tratamento adequado.

Os pesquisadores sugerem que estudos futuros investiguem a relação entre sonolência excessiva e o aparecimento de distúrbios neurocognitivos, como o delirium. Se essa ligação for confirmada, seria interessante buscar formas de detectar e tratar essa sonolência antes da cirurgia, para ajudar os pacientes mais velhos.

Se alguém se sente muito sonolento durante o dia, pode ser bom fazer um estudo do sono ou buscar orientações sobre higiene do sono. Tudo isso é especialmente importante se a situação interferir nas atividades cotidianas. Cuidar do sono é fundamental para a qualidade de vida, e atenção aos sinais do corpo é sempre válida.

Por fim, focar na saúde mental e física, além de buscar ajuda quando necessário, é essencial para uma vida mais saudável e plena. Manter os olhos abertos para esses detalhes pode evitar problemas maiores no futuro.

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