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Sabonete de marca brasileira é proibido pela Anvisa

Redação Cirurgia de CâncerPublicado em 5 de abril de 2026Atualizado em 6 de agosto de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma medida cautelar em 2025 interditando um lote específico de um sabonete líquido popular. O produto afetado é o Sabonete Líquido Phebo Tradicional Alecrim, do lote 110, fabricado em outubro de 2025.

A decisão foi tomada após análises de laboratório identificarem a presença de bactérias nocivas no item. Foram detectados os microrganismos Pseudomonas aeruginosa e Burkholderia cepacia, que representam um risco sanitário.

De acordo com a fabricante, o problema foi causado por uma falha pontual durante a fabricação. A empresa já havia iniciado um recolhimento voluntário, mas a Anvisa decidiu oficializar a proibição de venda e uso para retirar completamente o lote do mercado.

As bactérias encontradas são consideradas oportunistas. A Pseudomonas aeruginosa pode causar infecções graves na pele, nos olhos, nos ouvidos e no sistema respiratório. Em pessoas com imunidade baixa, a situação pode se agravar.

A Burkholderia cepacia é especialmente perigosa para quem tem doenças respiratórias crônicas. A Anvisa monitora a qualidade de cosméticos e produtos de limpeza no país.

Consumidores que possuem o produto do lote interditado devem parar de usá-lo imediatamente. A orientação é descartar a embalagem de forma segura, mantendo-a fechada dentro de um saco plástico.

Para solicitar a troca ou o reembolso, é necessário entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da marca. O telefone é o 0800-775-2929 e o e-mail é [email protected].

A fabricante informou que os outros lotes e fragrâncias da mesma linha continuam seguros para o uso normal.

Caso alguém apresente irritação na pele, febre ou qualquer sinal de infecção após ter usado o sabonete, a recomendação é buscar atendimento médico sem demora. É importante também registrar o ocorrido nos canais oficiais de vigilância.

O sistema Notivisa é o canal adequado para relatar problemas com produtos de higiene. Comunicar a Anvisa sobre esses casos ajuda no monitoramento e na prevenção de novas falhas.

A agência reguladora continua acompanhando o processo de recolhimento do lote e analisando os relatórios de controle de qualidade da fábrica. A interdição serve de alerta para que os consumidores verifiquem sempre o número do lote nas embalagens de itens de uso diário.

A ação rápida da Anvisa mostra o funcionamento dos sistemas de monitoramento nacionais. Proteger a população contra contaminações que não são visíveis continua sendo uma prioridade para as autoridades e requer atenção também por parte dos usuários dos produtos.

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