Um erro em uma clínica veterinária em Vinhedo, no interior de São Paulo, fez com que uma paciente recebesse uma injeção de uso veterinário destinada ao seu animal de estimação. A vítima busca na Justiça uma indenização de aproximadamente R$ 52 mil por danos morais e materiais.
O incidente ocorreu durante uma consulta de rotina. A profissional de saúde animal trocou as doses e aplicou a substância na paciente humana. O erro foi classificado como lesão corporal culposa. A vítima precisou de atendimento de emergência para monitorar os efeitos colaterais da substância.
As autoridades tratam o caso como uma falha na identificação dos produtos. A segregação entre insumos para humanos e animais deve ser rigorosa para evitar danos à saúde.
Na esfera criminal, a veterinária responsável fez um acordo com o Ministério Público e pagou uma prestação pecuniária equivalente a um salário mínimo. O pagamento ao MP, no entanto, não extingue a obrigação da clínica de reparar a vítima pelos prejuízos diretos.
Produtos veterinários têm dosagens e compostos que podem ser tóxicos para pessoas. A aplicação acidental pode causar reações alérgicas severas, toxicidade hepática ou choques anafiláticos.
Prevenção e documentação
Para evitar erros, clínicas devem usar armários separados, etiquetas com cores contrastantes e protocolos de dupla checagem antes de qualquer aplicação. A identificação de cada seringa preparada é um padrão de segurança.
Quando um erro ocorre, a transparência e o socorro médico imediato são fundamentais. A vítima deve documentar laudos médicos, prontuários e recibos para fundamentar um pedido de indenização.
A recomendação para quem passar por situação semelhante é registrar um boletim de ocorrência e buscar orientação jurídica especializada.

