Tendência da Checagem do UV: O Que Você Precisa Saber
Neste verão, TikTok e Instagram estão repletos de uma nova mania: “checar o UV”. Criadores de conteúdo da geração Z estão acompanhando o índice UV diário, não para evitar o sol, mas para bronzearem-se na hora em que os raios solares estão mais fortes. Isso levantou preocupações entre dermatologistas, já que influenciadores estão afirmando que protetor solar é prejudicial ou desnecessário.
Conversando sobre a exposição ao sol, é importante lembrar que os riscos da radiação UV são reais e se acumulam com o tempo. Uma exposição intensa pode afetar todos os tipos de pele, causando desde queimaduras e envelhecimento precoce até manchas e, em casos mais graves, câncer de pele.
Para esclarecer essa tendência, consultamos a Dra. Y. Linda Liou, professora assistente do Departamento de Dermatologia da Universidade da Califórnia, em San Diego. Ela explica o índice UV, os riscos da exposição solar intencional e como aproveitar os dias ensolarados sem consequências futuras.
Checando o UV nas Redes Sociais
Dra. Liou menciona que é positivo que as pessoas estejam prestando atenção ao índice UV. Isso mostra que elas estão pensando sobre sua exposição ao sol. Contudo, o que preocupa é que, em vez de se protegerem, elas buscam a exposição nos horários em que a radiação é mais forte, tentando bronzear-se rapidamente. Apesar de um bronzeado parecer saudável, ele é um sinal de alerta da pele de que já ocorreu dano celular.
O Que É o Índice UV?
O índice UV é um relatório sobre a intensidade da radiação solar. Ele leva em conta o horário do dia, a altitude, a cobertura de nuvens e os níveis de ozônio. O índice varia de 1 a 11+, e quanto maior o número, menor é o tempo que sua pele leva para se queimar. Por exemplo, um índice UV de 11 significa que peles mais claras podem queimar em menos de 5 minutos. Mesmo peles mais escuras, que não queimam facilmente, ainda sofrem com os danos invisíveis causados pela radiação.
Consequências da Exposição Sol
Ao se expor ao sol durante os horários de pico de radiação, a pele recebe uma carga intensa de radiação. Embora você possa notar um bronzeado ou uma queimadura, há danos acontecendo nas células da pele, como a quebra do DNA e a destruição das defesas imunológicas.
Os efeitos a curto prazo incluem queimaduras solares, bronzeado e até surtos de herpes labial. Com o tempo, a exposição pode causar rugas, afinamento da pele, pigmentação desigual e aumentar o risco de câncer de pele, como o melanoma, que pode ser fatal.
E não há pele protegida. Peles mais escuras podem não queimar com facilidade, mas ainda acumulam danos que podem resultar em hiperpigmentação ou câncer de pele, frequentemente diagnosticados tardiamente.
Mitos Sobre o Bronzeado
Um mito comum é que um “bronzeado base” oferece proteção. Na verdade, o bronzeado é uma resposta do corpo a danos já provocados. A pele escurece para tentar se proteger de mais lesões, mas essa proteção é muito inferior à do protetor solar. Até mesmo as peles mais escuras não bloqueiam completamente a radiação UV.
Proteção com Protetor Solar
Desinformações nas redes sociais afirmam que o protetor solar é prejudicial. Mas, segundo a dermatologista, é crucial esclarecê-las: o uso do protetor solar é seguro, eficaz e uma das maneiras mais simples de evitar câncer de pele e o envelhecimento precoce.
Entre os mitos que circulam, alguns afirmam que:
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O protetor solar é tóxico: Estudos com camundongos revelaram riscos com doses altíssimas de certos ingredientes. No entanto, essas situações não refletem o uso diário. Protetores minerais, como óxido de zinco, são boas opções.
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É ruim para o meio ambiente: Algumas substâncias químicas fazem mal aos recifes de coral, mas não são todas. Optar por protetores minerais é uma alternativa mais ecológica.
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Causa deficiência de vitamina D: O sol não é uma fonte confiável de vitamina D, pois isso varia com a estação e a cor da pele. Suplementos de vitamina D são uma escolha mais segura.
A Dra. Liou escuta frequentemente de pacientes com câncer de pele: “Eu queria ter usado mais protetor solar quando era mais jovem”. Hoje, há muitas opções disponíveis: loções, sprays, géis, bastões e até protetores que se misturam com diferentes tons de pele.
Dicas para Aproveitar Dias Ensolarados
Para quem quer curtir o sol sem prejudicar a pele, aqui vão algumas dicas:
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Fique na sombra sempre que possível e pratique atividades do lado de fora antes das 9h ou depois das 16h, quando o índice UV é mais baixo.
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Verifique o índice UV no celular. Se estiver acima de 3, é hora de se proteger. Mesmo em dias nublados, a radiação UV ainda está presente.
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Usar protetor solar e chapéu é essencial. Escolha um protetor de amplo espectro com FPS 30 ou mais. Use uma quantidade de aproximadamente um shot para o corpo e reaplique a cada 90 minutos.
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Use roupas protetoras, chapéus largos e óculos escuros. Procure camisetas com proteção UV 30+, chapéus que cobrem o pescoço e óculos escuros.
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Suplementos à base de plantas, como polypodium leucotomos, podem oferecer proteção adicional, mas nunca devem substituir o protetor solar.
Conclusão
Desfrutar dos dias ensolarados é possível, mas a proteção adequada é fundamental. A consciência sobre a radiação UV e o uso do protetor solar ajudam a preservar a saúde da pele. Apesar das tendências, é importante priorizar a proteção da pele agora para evitar arrependimentos no futuro. Se cuidar hoje é um ato de amor próprio para amanhã.

