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Leqembi chega ao Brasil a R$ 11 mil

Leqembi chega ao Brasil a R$ 11 mil
Redação Cirurgia de CâncerPublicado em 21 de abril de 2026Atualizado em 6 de agosto de 2026

Um novo medicamento para o tratamento do Alzheimer começa a chegar ao Brasil, reacendendo debates sobre acesso, custo e avanços da medicina.

O fármaco, chamado lecanemabe e comercializado como Leqembi, é indicado para pacientes em estágio inicial da doença. Ele funciona reduzindo as placas de proteína beta-amiloide no cérebro, que estão associadas à progressão do Alzheimer.

A redução dessas placas pode levar a um retardo na perda de memória e de outras funções cognitivas. O objetivo do tratamento não é a cura, mas a desaceleração do avanço da condição.

Disponibilidade e aprovação no Brasil

A previsão é que o remédio esteja disponível nas farmácias brasileiras a partir do fim de junho de 2026. A aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ocorreu em dezembro de 2025, após análise de segurança e eficácia.

O preço foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos em abril de 2026. A chegada do produto marca um novo momento no tratamento da doença no país.

Custo do tratamento e acesso

O valor mensal do tratamento pode variar entre R$ 8.108,94 e R$ 11.075,62, dependendo da carga tributária estadual. A dose unitária pode chegar a cerca de R$ 5.500.

Esse cenário de alto custo torna o acesso limitado e levanta discussões sobre desigualdade no acesso a terapias novas. Ainda não há uma definição sobre cobertura por planos de saúde ou oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Aplicação e acompanhamento

O medicamento é aplicado por infusão intravenosa em ambiente hospitalar. Cada sessão dura cerca de uma hora e ocorre a cada duas semanas.

O produto é comercializado em frascos-ampola e exige acompanhamento médico constante.

Estudos e impacto no sistema de saúde

Estudos clínicos apontaram resultados na contenção da progressão da doença. A eficácia foi avaliada em uma pesquisa com 1.795 pacientes em estágio inicial.

Sem uma definição de cobertura obrigatória, muitos pacientes podem precisar recorrer à judicialização para obter o remédio, um fenômeno que já ocorre com outras terapias de alto custo no Brasil.

Especialistas alertam que este modelo pode ampliar desigualdades, favorecendo quem tem mais recursos e acesso à informação. Além disso, decisões judiciais individuais podem impactar o equilíbrio financeiro do sistema de saúde.

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