Anvisa proíbe venda de cosméticos irregulares

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e uso de diversos cosméticos irregulares vendidos no Brasil. As medidas foram publicadas nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União (DOU).
A decisão atinge produtos como perfume árabe, alisantes capilares, shampoos, máscaras de tratamento e outros cosméticos que apresentaram irregularidades. Entre os problemas encontrados estão ausência de registro sanitário, fabricação por empresas sem autorização, problemas na composição e falhas na rotulagem.
Além da proibição, a Anvisa determinou a apreensão de todos os lotes do Profuse Nitrel Suavizante Balm. Segundo a agência, a própria fabricante informou que desconhece a origem e a produção do produto, levantando suspeitas de falsificação.
A Anvisa alerta que cosméticos sem regularização podem representar riscos à saúde, especialmente quando possuem composição desconhecida ou são produzidos sem controle sanitário. A orientação é que consumidores interrompam o uso dos produtos proibidos e verifiquem se os itens adquiridos possuem registro válido junto ao órgão.
A lista completa dos produtos suspensos está disponível nas resoluções publicadas no Diário Oficial da União e no portal oficial da Anvisa.
Produtos irregulares e riscos à saúde
Cosméticos sem registro na Anvisa podem conter substâncias proibidas ou em concentrações inadequadas. O uso desses produtos pode causar reações alérgicas, queimaduras, irritações na pele e no couro cabeludo. Em casos mais graves, há risco de contaminação por microrganismos devido à falta de controle de qualidade na fabricação.
A agência recomenda que os consumidores comprem apenas produtos regularizados e verifiquem o número de registro na embalagem. Caso identifiquem algum produto suspeito, a orientação é denunciar pelos canais oficiais da Anvisa.