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Hantavírus em cruzeiro: França em alerta após caso confirmado

Hantavírus em cruzeiro: França em alerta após caso confirmado
Redação Cirurgia de CâncerPublicado em 11 de maio de 2026Atualizado em 6 de agosto de 2026

A confirmação de um caso de hantavírus em uma passageira francesa que participava de um cruzeiro internacional elevou o alerta das autoridades de saúde na Europa. O caso ocorre após um surto da doença em alto-mar que já deixou mortos e preocupa especialistas.

A ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist, informou nesta segunda-feira (11/5) que uma cidadã francesa testou positivo para hantavírus após participar do cruzeiro atingido pelo surto da doença. Segundo ela, o estado de saúde da paciente piorou nas últimas horas.

Dos cinco franceses que estavam a bordo do navio, quatro tiveram resultado negativo inicialmente, mas passarão por novos testes. As autoridades francesas também identificaram 22 pessoas que tiveram contato direto com os passageiros.

A ministra afirmou que o principal objetivo do governo é interromper rapidamente as cadeias de transmissão do vírus. Um novo decreto foi publicado para ampliar as medidas de isolamento e monitoramento dos casos suspeitos.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu convocou uma reunião emergencial sobre a crise sanitária. Segundo Rist, a França possui estoques suficientes de máscaras e testes caso a situação se agrave.

A hantavirose é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. A infecção costuma acontecer pela inalação de partículas contaminadas presentes no ambiente.

O surto foi identificado no cruzeiro Hondius, operado pela empresa Oceanwide Expeditions. A embarcação partiu de Ushuaia e percorreu regiões isoladas do Oceano Atlântico.

Durante a viagem, diversos passageiros desenvolveram uma doença respiratória de rápida evolução. O episódio já resultou em três mortes associadas ao vírus, aumentando a preocupação internacional sobre a disseminação da doença em ambientes fechados.

A Organização Mundial da Saúde confirmou o surto no último dia 5 e investiga a possibilidade de transmissão de pessoa para pessoa dentro do navio. Esse tipo de disseminação é considerado raro em casos de hantavírus.

Especialistas acompanham a situação com atenção porque a propagação em um cruzeiro pode indicar um comportamento incomum do vírus. Até o momento, autoridades de saúde seguem monitorando passageiros e contatos próximos em diferentes países.

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