Um surto de hantavírus a bordo de um cruzeiro internacional foi confirmado por autoridades sanitárias. O Ministério da Saúde da África do Sul afirmou que a infecção detectada em um passageiro é causada pela cepa andina do hantavírus. Segundo o ministro Aaron Motsoaledi, essa é a única entre 38 variantes conhecidas com capacidade de transmissão entre pessoas.
A confirmação foi apresentada ao parlamento sul-africano no dia 6 de maio de 2026. Testes laboratoriais iniciais foram decisivos para identificar a cepa. A situação reforça a necessidade de investigação internacional.
O navio MV Hondius partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril. A embarcação seguia rota para Cabo Verde quando os primeiros casos foram registrados. O navio transporta 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades.
Até o momento, três mortes foram confirmadas pela OMS: um casal holandês e uma mulher alemã. Dois passageiros foram transferidos para Joanesburgo, na África do Sul. Um deles morreu e o outro permanece internado. Também foi identificado um passageiro hospitalizado na Suíça.
Cada país adotou medidas específicas conforme o avanço das investigações epidemiológicas. Autoridades atuam de forma coordenada para evitar novos contágios. Especialistas afirmam que a variante andina é rara e depende de contato próximo e prolongado para transmissão. Isso a diferencia dos hantavírus europeus, geralmente associados a roedores.
Na Suíça, autoridades de saúde consideram o risco para a população baixo. A esposa do paciente infectado foi isolada preventivamente, mas não apresenta sintomas. O paciente foi diagnosticado após apresentar sintomas e buscar atendimento médico. Ele foi isolado e encaminhado ao Hospital Universitário de Zurique (USZ). Exames do laboratório de referência dos Hospitais Universitários de Genebra confirmaram a variante andina, originária da América do Sul.
O navio MV Hondius permanece no centro das investigações. A embarcação ficou ancorada próximo ao porto da capital de Cabo Verde. A Organização Mundial da Saúde acompanha o caso como um surto incomum. As investigações seguem para entender como o vírus se espalhou entre passageiros e tripulação, além de avaliar riscos futuros em viagens internacionais de longa duração.

