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Governo Lula: atraso na Coronavac gera prejuízo de R$260 mi

Governo Lula: atraso na Coronavac gera prejuízo de R$260 mi
Redação Cirurgia de CâncerPublicado em 4 de maio de 2026Atualizado em 6 de agosto de 2026

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que a demora na compra da vacina Coronavac pelo governo federal causou um prejuízo de pelo menos R$ 260 milhões. O relatório aponta que a aquisição, feita em 2023 já na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, levou cerca de sete meses para ser concluída.

Segundo os auditores, a lentidão fez com que milhões de doses perdessem a validade. O problema foi agravado porque as vacinas chegaram ao país com prazo de uso reduzido e em um momento de baixa demanda. Das aproximadamente 10 milhões de doses compradas, ao menos 8 milhões não foram usadas e acabaram incineradas.

Das doses enviadas aos estados, apenas uma pequena parcela foi aplicada. O TCU avalia que houve falha no planejamento da quantidade necessária para atender à população.

Causas e responsabilidades

A análise técnica do tribunal indica que o desperdício foi causado por uma combinação de falhas administrativas. O Instituto Butantan, que produziu a vacina, chegou a alertar o governo sobre o risco de perda de validade, mas isso não evitou o desfecho.

O Ministério da Saúde afirmou que herdou um cenário de “abandono dos estoques” da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A pasta disse ter seguido as diretrizes da Organização Mundial da Saúde ao iniciar as negociações e que a aquisição foi considerada necessária por causa das incertezas sobre novas variantes da covid-19.

A investigação no TCU começou após questionamentos de parlamentares da oposição. O relator do caso, Bruno Dantas, afirmou não haver provas de envolvimento direto da então ministra Nísia Trindade no atraso. No entanto, o tribunal decidiu cobrar explicações de ex-diretores responsáveis pelas compras.

O valor total do contrato foi de cerca de R$ 330 milhões. Com apenas aproximadamente 260 mil doses efetivamente aplicadas, a perda pode chegar a 97% das vacinas adquiridas. O TCU classificou o desperdício como multicausal, mas destacou falhas claras de gestão, sem abrir cobrança imediata dos valores.

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