Estudo revela qual bebida alcoólica demora mais para sair

Um estudo aponta que o tempo que o corpo leva para eliminar o álcool varia conforme o tipo de bebida, a quantidade ingerida e características de cada pessoa. Entre as opções mais comuns, como cerveja, vinho e destilados, as que têm maior teor alcoólico costumam demorar mais para sair do organismo.
Depois de consumido, o álcool é absorvido pelo sistema digestivo e chega à corrente sanguínea. Se a pessoa bebe de estômago vazio, esse processo tende a ser mais rápido.
O fígado é o órgão responsável por metabolizar a substância. De acordo com o American Addiction Centers, enzimas como a álcool desidrogenase conseguem processar de 15 a 25 miligramas por hora, mas esse ritmo muda de acordo com cada organismo.
Bebidas destiladas, como vodka, uísque e tequila, têm teor alcoólico elevado, geralmente em torno de 40%. Por isso, o corpo precisa de mais tempo para metabolizar a substância presente em uma única dose. Em média, uma dose equivalente de destilado pode levar entre 5 e 6 horas para sair do corpo. Mesmo depois que a sensação de embriaguez passa, o álcool ainda pode estar circulando no organismo por várias horas.
O vinho tem concentração alcoólica menor, normalmente em torno de 12%. Uma taça de aproximadamente 150 ml costuma levar cerca de 3 horas para ser completamente metabolizada. A velocidade também depende da quantidade consumida e do intervalo entre as doses.
A cerveja geralmente apresenta teor alcoólico próximo de 5%, o que faz com que o organismo elimine a substância em menos tempo. Em condições normais, uma lata de 355 ml pode permanecer no corpo entre 2 e 3 horas. O consumo excessivo, no entanto, pode aumentar esse período.
Diversos fatores influenciam a velocidade com que o corpo processa o álcool. Características individuais podem acelerar ou retardar a eliminação. Mesmo quando os efeitos aparentes diminuem, o álcool ainda pode permanecer no organismo por um período prolongado. Em alguns casos, a eliminação total pode levar 24 horas ou mais.
O consumo excessivo também pode causar efeitos imediatos, como perda de coordenação, falhas de memória e alteração do julgamento. A longo prazo, o abuso frequente aumenta o risco de doenças hepáticas, problemas cognitivos e outros danos à saúde.