Um novo estudo sobre o consumo de café está gerando discussões ao sugerir que o horário em que a bebida é ingerida pode ser tão relevante quanto a quantidade consumida. A pesquisa, publicada recentemente, desloca o foco da discussão de apenas “quanto” para “quando” o café é tomado ao longo do dia.
Segundo os pesquisadores, o hábito de tomar café concentrado no período da manhã apareceu associado a resultados mais favoráveis do que o consumo distribuído entre manhã, tarde e noite. Os dados indicam que pessoas que bebem café apenas pela manhã apresentaram menor risco de mortalidade geral e cardiovascular em comparação com quem não bebe café. Já entre aqueles que mantinham o consumo ao longo do dia, essa vantagem não foi observada da mesma forma.
Uma das explicações envolve o ritmo biológico do corpo. A cafeína consumida mais tarde pode interferir no sono, no relógio interno e em processos metabólicos. Além disso, compostos bioativos do café podem interagir melhor com o organismo quando o consumo acontece mais cedo.
Os pesquisadores ressaltam que o estudo fala em associação, não em garantia individual de proteção. O hábito de tomar café continua sendo apenas uma parte da rotina, e seus efeitos precisam ser vistos junto com alimentação, sono, atividade física, tabagismo e condições gerais de saúde. Também entram na conta a quantidade exagerada, excesso de açúcar, misturas calóricas e uso em horários que pioram o descanso.
A principal lição do estudo é que o café não precisa ser visto apenas pela quantidade, mas também pelo contexto. Para muitas pessoas, o hábito de tomar café cedo pode fazer mais sentido do que espalhar várias xícaras até o fim do dia, especialmente quando há sensibilidade à cafeína ou dificuldade para dormir bem.
O estudo foi assinado por Larissa Hisashi e publicado em 26 de abril de 2026 no site Terra Brasil Notícias. A pesquisa não oferece uma regra rígida, mas um ajuste de perspectiva: o café continua podendo fazer parte da rotina com prazer, mas o momento em que ele é consumido pode fazer diferença.

