Uma viagem à Índia em 2007 mudou a vida da britânica Lowri Denman, de 42 anos. Ela passou quase uma década com graves problemas de saúde após contrair uma infecção parasitária rara.
Em entrevista ao jornal britânico The Sun, Lowri contou que, ao retornar ao Reino Unido, não teve sintomas imediatos. Quatro anos depois, em 2011, ela eliminou espontaneamente uma tênia de aproximadamente um metro de comprimento.
Na época, médicos disseram que não havia motivo para preocupação. O quadro mudou quando ela começou a sentir fortes dores de cabeça e sofreu a primeira convulsão.
Exames de imagem revelaram 38 larvas do parasita alojadas no cérebro de Lowri. O diagnóstico foi de neurocisticercose, infecção causada por larvas da tênia no sistema nervoso central.
Inicialmente, ela recebeu tratamento para epilepsia. Depois, passou por terapias com antiparasitários, corticoides e anticonvulsivantes. Equipes médicas consultaram especialistas em doenças tropicais para definir a melhor abordagem.
“Era simplesmente repugnante pensar que essas coisas estavam na minha cabeça”, afirmou ao The Sun.
Mesmo com o tratamento, Lowri continuou tendo convulsões e desenvolveu problemas de saúde mental, como ansiedade, paranoia e episódios de psicose. Com a piora, perdeu a carteira de habilitação, deixou o trabalho e voltou a morar com os pais. Em 2016, ficou internada por três meses em uma ala neuropsiquiátrica.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a neurocisticercose ocorre quando ovos da tênia são ingeridos por água, alimentos ou superfícies contaminadas. As larvas migram pela corrente sanguínea e formam cistos no cérebro, causando convulsões e dores de cabeça.
Atualmente, Lowri afirma estar sem convulsões há cerca de dez anos graças ao tratamento contínuo. Ela arrecada recursos para produzir uma série de podcasts sobre sua experiência e ampliar a conscientização sobre doenças neurológicas. A intenção é transformar os anos de sofrimento em informação e apoio para outras pessoas.

