A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu, ao longo de 2025, a comercialização de dez marcas de café que apresentavam riscos à saúde. A fiscalização ocorreu em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que analisou o grão cru, enquanto a agência focou nos produtos industrializados nas prateleiras dos supermercados.
As análises detectaram a presença de ocratoxina A, uma micotoxina gerada por fungos em armazenamento inadequado, classificada como possivelmente cancerígena e que ataca o sistema renal. Além disso, foram encontrados elementos estranhos, como cascas de café, palha e fragmentos semelhantes a vidro, caracterizando o que as autoridades chamaram de café fake.
O café fake usa resíduos da lavoura, como milho e restos de açaí, que carregam fungos produtores de micotoxinas resistentes ao calor da torra. Diferente da adulteração clássica, que adiciona cevada ou chicória para aumentar o volume, o café fake substitui quase totalmente o grão real, expondo o consumidor a substâncias tóxicas que podem causar danos permanentes aos rins e ao fígado.
As marcas Melissa, Pingo Preto e Oficial do Brasil foram as primeiras a serem recolhidas no primeiro semestre. A orientação oficial é consultar o portal de produtos irregulares da Anvisa, digitando o nome do fabricante ou o código de barras para saber se o item está liberado.
Caso o consumidor tenha adquirido um dos produtos da lista, deve seguir as recomendações oficiais. A fiscalização continua intensa, e a denúncia de práticas suspeitas por parte do consumidor fortalece a rede de proteção alimentar no país.

