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Anvisa reprova alimentos por conservantes

Redação Cirurgia de CâncerPublicado em 5 de abril de 2026Atualizado em 6 de agosto de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adotou medidas restritivas contra quatro produtos alimentícios devido a irregularidades. As ações foram publicadas nesta segunda-feira e envolvem um azeite, uma polpa de fruta, um champignon em conserva e um molho de alho.

Os produtos afetados são o azeite extravirgem Vale dos Vinhedos, a polpa de morango da marca De Marchi, o champignon em conserva da marca Imperador e o molho de alho da marca Qualitá. Cada item apresentou um problema específico, que vai desde falhas na rotulagem até a presença de substâncias em quantidade acima do permitido.

As medidas determinadas pela Anvisa variam entre a suspensão da comercialização, o recolhimento dos lotes e, em um caso, a apreensão total dos produtos. No caso do azeite extravirgem Vale dos Vinhedos, a agência determinou a apreensão de todos os produtos importados por uma distribuidora específica, pois a origem do alimento é desconhecida. As análises físico-químicas e de rotulagem também apresentaram resultados negativos.

A polpa de morango De Marchi, do lote 09437-181, teve a comercialização suspensa. O laudo do Lacen/SC apontou a presença de matérias estranhas no produto, indicando que ele não está apto para consumo humano e exigindo seu recolhimento imediato.

Já o champignon Imperador e o molho de alho Qualitá apresentaram excesso de dióxido de enxofre (SO₂), um conservante. No molho de alho, a concentração encontrada foi de 20,4 mg/kg, valor que ultrapassa o limite estabelecido. O dióxido de enxofre em doses elevadas pode causar reações alérgicas, dificuldades respiratórias e irritações no estômago.

A Anvisa orienta os consumidores que possuírem produtos dos lotes citados a não consumi-los. A recomendação é entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das respectivas fabricantes para pedir a substituição do item ou o reembolso, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.

A agência reforça a importância da vigilância constante sobre a indústria de alimentos. O cumprimento das normas de fabricação é necessário para garantir que os produtos não ofereçam riscos à saúde da população.

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