A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento preventivo de lotes de medicamentos usados no controle do colesterol e inflamações. A medida foi tomada após a identificação de uma possível troca de embalagens em produtos fabricados no Brasil.
A decisão foi publicada por meio da Resolução-RE nº 2.001, de 14 de maio de 2026, no Diário Oficial da União. O texto estabelece ações preventivas para medicamentos comercializados no país.
Os remédios afetados são a atorvastatina cálcica 40 mg e a rosuvastatina cálcica 20 mg, ambos produzidos pela farmacêutica Cimed. As duas substâncias pertencem à classe das estatinas, usadas para reduzir o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim, e prevenir doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.
Segundo a Anvisa, a medida foi adotada após a identificação de possíveis falhas no controle de qualidade dos produtos. O problema envolve uma possível mistura de embalagens entre os medicamentos, o que pode comprometer a segurança do tratamento.
A decisão também se baseia no descumprimento do artigo 4º da RDC 658/2022, norma que regula as boas práticas na fabricação de medicamentos no Brasil. A empresa fabricante iniciou o processo de recolhimento de forma voluntária após identificar a irregularidade.
A Anvisa recomenda que pacientes que possuam os lotes afetados interrompam o uso imediatamente e busquem orientação médica. A suspensão do uso é uma medida de precaução para evitar riscos à saúde. Também é indicado entrar em contato com a farmácia ou fabricante para orientações sobre troca ou devolução do produto.

