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Anvisa proíbe pó decorativo e sal por risco à saúde

Redação Cirurgia de CâncerPublicado em 17 de março de 2026Atualizado em 6 de agosto de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão e o recolhimento de dois produtos de uso comum: um pó decorativo para confeitaria e um lote específico de sal grosso. A decisão foi tomada em janeiro de 2026 após ações de fiscalização.

O pó para decoração da marca Sugar Art, fabricado pela empresa Madi Comércio, teve a fabricação, venda e uso proibidos em todo o país. A análise identificou que o produto contém materiais plásticos em sua composição, tornando-o impróprio para consumo humano quando aplicado em alimentos como bolos e doces.

A ingestão de plásticos pode causar danos ao sistema digestivo. Por esse motivo, a Anvisa ordenou que a empresa retire todos os lotes do mercado e interrompa qualquer propaganda que indique que o item é seguro para alimentação.

Problema Encontrado no Sal Grosso

O Sal Grosso Iodado (Ervas Finas) da marca Globo também foi alvo da fiscalização. A medida atinge especificamente o Lote 004/24, com validade até 30 de outubro de 2026. O produto foi reprovado por apresentar teor de iodo fora dos padrões exigidos pela legislação.

A adição de iodo ao sal é uma medida de saúde pública no Brasil. A falta ou a quantidade insuficiente desse mineral pode causar problemas de saúde, principalmente relacionados à tireoide. A suspensão do produto, fabricado pela Brasisal Alimentos Ltda., exige que os consumidores verifiquem com atenção o número do lote.

Orientações para os Consumidores

Quem possui o pó Sugar Art ou o sal Globo do lote mencionado deve interromper o uso imediatamente. Para o sal, a Anvisa disponibilizou o telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante: 0800 585 0303. Os consumidores podem obter informações sobre a substituição ou a devolução do produto.

No caso de produtos para confeitaria, é importante verificar se o rótulo informa que o item é "comestível". Produtos vendidos apenas como "decorativos" ou "não tóxicos" podem conter substâncias que não devem ser ingeridas, como os plásticos encontrados nesta fiscalização.

A Anvisa reforça que a fiscalização continuará atuando de forma rigorosa ao longo de 2026 para garantir que os alimentos comercializados sigam as regras de segurança. A análise laboratorial é uma ferramenta constante para proteger o consumidor de irregularidades que nem sempre são visíveis.

A agência recomenda que a população se mantenha informada sobre as resoluções publicadas no Diário Oficial da União. O respeito aos padrões de composição dos alimentos, como os níveis de iodo e a pureza dos aditivos, é defendido pela Anvisa como fundamental para a saúde pública e a confiança do consumidor.

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