A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão e o recolhimento de azeites de três marcas do mercado. A decisão foi tomada após a identificação de problemas cadastrais graves e resultados de análises laboratoriais que não atenderam aos padrões exigidos.
A medida atinge os produtos das marcas Serrano, Málaga e Campo Ourique. De acordo com a Anvisa, as rotulagens desses itens apresentavam origem ignorada ou CNPJ das empresas importadoras que era inexistente ou encerrado.
Os ensaios foram realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ), no Rio de Janeiro. Os testes físico-químicos e de rotulagem indicaram que a composição dos produtos estava fora do padrão para azeite de oliva.
A falta de comprovação da procedência do óleo impede o rastreio de possíveis contaminantes. Produtos sem o registro adequado podem conter misturas desconhecidas, incluindo óleos vegetais de baixa qualidade ou outras substâncias não declaradas que oferecem risco à saúde.
A fiscalização alerta que operações clandestinas, como as detectadas nesses casos, não passam por monitoramento sanitário. Isso significa que não há controle sobre o uso de pesticidas, a presença de metais pesados ou as condições de higiene durante o processo de fabricação e envase.
A Anvisa determina o recolhimento imediato de todos os lotes encontrados no comércio, incluindo vendas em plataformas de e-commerce e redes sociais. A medida visa garantir a segurança alimentar dos consumidores.
O que o consumidor deve fazer? A recomendação oficial é interromper o consumo imediatamente e descartar os produtos das marcas citadas, caso os tenha em casa. A comercialização e propaganda desses itens estão proibidas em todo o território nacional.
Denúncias sobre a venda desses azeites podem ser feitas às Vigilâncias Sanitárias dos municípios ou estados. A Anvisa orienta os cidadãos a desconfiarem de preços muito abaixo da média praticada no mercado para azeites.
É possível consultar o histórico de lotes interditados e empresas suspensas no banco de dados público disponibilizado pela Anvisa. A consulta prévia pode ajudar a evitar a compra de produtos irregulares que já foram determinados para recolhimento.

