A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta segunda-feira (25/5) o registro do Nurtec ODT, um novo tratamento para quadros de enxaqueca em pacientes adultos. O medicamento atua tanto na fase aguda quanto na prevenção de crises recorrentes.
O princípio ativo do fármaco é o hemissulfato de rimegepanto sesqui-hidratado. Esta molécula pertence a uma classe de terapias focadas em bloquear a ação da calcitonina, uma proteína conhecida como CGRP, responsável pelos processos inflamatórios que geram a dor severa e os sintomas associados à doença.
O tratamento foi aprovado especificamente para adultos que sofrem com pelo menos quatro crises mensais. A ação direta na proteína CGRP permite que o Nurtec ODT interrompa o ciclo de inflamação neural, oferecendo uma opção terapêutica para quem apresenta episódios de enxaqueca com ou sem a presença de aura.
A enxaqueca é uma condição neurológica crônica que afeta a qualidade de vida. Os ataques podem perdurar de quatro a 72 horas, impedindo que o indivíduo realize atividades cotidianas devido à intensidade da dor e aos sintomas secundários.
A formalização da autorização ocorreu por meio da Resolução 2.015/2026, publicada no Diário Oficial da União. A decisão da Anvisa respalda a segurança e a eficácia da medicação fabricada pela Pfizer, seguindo padrões de avaliação sanitária aplicados a novos registros terapêuticos no Brasil.
Este processo de validação garante que a população tenha acesso a tratamentos cujos resultados clínicos tenham sido testados. A regulação exercida pela autarquia assegura que a classe de bloqueadores de CGRP siga as diretrizes internacionais de proteção ao paciente.
Por ser indicado para tratar a crise em curso e atuar na redução da frequência das ocorrências futuras, o tratamento simplifica o manejo da doença, que muitas vezes exige a combinação de múltiplos fármacos para controle da dor e prevenção.
Essa abordagem dual é benéfica para pacientes que não respondiam adequadamente às terapias tradicionais. Ao focar em um mecanismo de ação específico, a tecnologia desenvolvida pela Pfizer busca reduzir a carga de crises incapacitantes e a necessidade de hospitalizações ocasionadas por surtos agudos de dor de cabeça crônica.

