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Açúcar comum pode acelerar a disseminação do câncer de ovário

Açúcar comum pode acelerar a disseminação do câncer de ovário
Redação Cirurgia de CâncerPublicado em 5 de agosto de 2026Atualizado em 9 de agosto de 2026

Um estudo publicado em 30 de julho na revista científica Nature Aging identificou um mecanismo que pode explicar como a frutose, açúcar presente em frutas e em alimentos industrializados, favorece a disseminação do câncer de ovário.

A pesquisa, conduzida por cientistas do Instituto Wistar, nos Estados Unidos, mostrou que a frutose pode atuar como um sinal químico. Esse sinal estimula células tumorais a se desprenderem do tumor original e migrarem para outras regiões do corpo, contribuindo para a formação de metástases.

Segundo os pesquisadores, a descoberta ajuda a explicar por que algumas células que sobrevivem à quimioterapia continuam influenciando o avanço da doença, mesmo sem continuar se multiplicando.

O câncer de ovário costuma responder bem ao tratamento quimioterápico nas fases iniciais. No entanto, em muitos casos, a doença retorna e se espalha pela cavidade abdominal. A metástase é considerada a principal causa de morte entre pacientes com esse tipo de câncer.

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que células resistentes à quimioterapia liberam moléculas capazes de alterar o comportamento de outras células do tumor. Neste novo estudo, os cientistas isolaram essas substâncias e as colocaram em contato com outras células de câncer de ovário.

Mesmo sem a presença das células resistentes, as moléculas liberadas foram suficientes para aumentar a capacidade de disseminação das células tumorais. Ao analisar quais compostos eram responsáveis por esse efeito, os pesquisadores identificaram a frutose como um dos principais agentes envolvidos.

De acordo com a equipe, o açúcar atua como um mensageiro químico que favorece a migração das células cancerígenas, ampliando o potencial de propagação da doença. Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que o estudo foi realizado em modelos experimentais.

Novas pesquisas serão necessárias para confirmar se o mesmo mecanismo ocorre em pacientes e se poderá ser utilizado no desenvolvimento de novas estratégias de tratamento.

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